Conta-se que, muito antes dos mapas, existiu um reino onde as coisas boas viviam espalhadas: um bom utensílio numa vila distante, um abrigo macio num mercado esquecido, uma ferramenta de força escondida numa oficina do outro lado das montanhas. Quem precisava delas raramente as encontrava — e quem as encontrava nem sempre sabia guardá-las.
Desse reino nasceram dois guardiões. O primeiro se chamava Cel. Era viajante, de olhos atentos e passos incansáveis; atravessava estradas, conversava com artesãos e voltava sempre com o que havia de melhor. O segundo se chamava Ca. Era guardiã, de mãos firmes e coração cuidadoso; recebia cada achado, examinava-o com rigor e só o entregava a quem dele precisava quando tinha certeza de que serviria bem.
Cel, o que busca
Percorre o reino em busca do que é útil, bem-feito e de procedência conhecida — nada chega ao Império sem ter sido escolhido.
Ca, a que cuida
Guarda, confere e entrega com zelo. Para ela, cada pedido é uma promessa — e promessa do Império se cumpre.
Sozinhos, eram apenas um andarilho e uma guardiã. Juntos, uniram seus nomes e fundaram o Império Celca: um lugar onde o que foi bem buscado é bem cuidado até chegar à sua casa. A coroa de três pontas, dizem, representa os três domínios que juraram proteger — a casa, os companheiros de quatro patas e o corpo em movimento. Os dois círculos sob ela são Cel e Ca: um dentro do outro, sempre juntos.
O Império foi fundado em 29 de setembro de 2020 e, desde então, segue a mesma lei: só oferece o que escolheria para a própria casa.